A quantidade muda tudo
Quando comecei a competir fora do Brasil, o que mais me chocou não foi a técnica. Foi a quantidade. Muita gente, muita gente boa e muita gente realmente extraordinária. Ali você entende rápido que não existe jogo fácil. Você pode ganhar e perder de qualquer pessoa. Se entrar desatenta, você perde. Simples assim.
A principal diferença de competir fora não está só no nível técnico, mas no contexto. A quantidade de atletas fortes faz com que cada jogo precise ser tratado com o mesmo nível de atenção. Muitas vezes, vence quem quer mais naquele dia (não necessariamente quem tem a melhor técnica no papel).

O jogo começa antes do ponto
O maior aprendizado que tive foi a paciência. Lá fora, eu aprendi que não é preciso correr para tocar. Ela também erra. O jogo acontece antes do ponto. Antes, eu pensava em uma ação e ia executar. Hoje eu entendo que competir bem é conversar com o adversário, observar, escutar o jogo e entender qual é a real intenção do outro lado.
Executar sem leitura, sem ajuste e sem escuta custa caro nesse nível.
Energia mal gerida custa jogos
Outra coisa decisiva é a gestão de energia. Perder energia com fatores externos tira você do jogo. Reclamar, se incomodar ou se distrair pesa muito. Fora do Brasil, ninguém vai te esperar e ninguém vai te salvar. Se você sai do eixo, te engolem.
Por isso, postura em pista importa tanto. Não é só técnica. É presença, corpo e atitude.
Rotina não é detalhe
Competir fora também me ensinou a respeitar meu tempo. Ter uma rotina, entrar no meu ritmo e não copiar o do outro. Você vai perder mais do que ganhar, isso faz parte do processo. Mas, na hora em que mais precisar, toda a experiência acumulada, somada à vontade de ganhar e à vontade de não querer perder , pode te ajudar muito!
A competição é com você
Hoje, eu sofro menos com as derrotas. Não porque ficou fácil, mas porque ficou claro. Entendo melhor o processo e sei que a competição é muito mais com a gente mesmo do que contra quem está do outro lado da pista. Esse talvez seja o maior aprendizado que competir fora do Brasil me trouxe.
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