Bia Bulcão
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29 de janeiro de 2026 por Bia Bulcão

O que aprendi competindo fora do Brasil: lições reais sobre performance esportiva

O que aprendi competindo fora do Brasil: lições reais sobre performance esportiva
29 de janeiro de 2026 por Bia Bulcão

A quantidade muda tudo

Quando comecei a competir fora do Brasil, o que mais me chocou não foi a técnica. Foi a quantidade. Muita gente, muita gente boa e muita gente realmente extraordinária. Ali você entende rápido que não existe jogo fácil. Você pode ganhar e perder de qualquer pessoa. Se entrar desatenta, você perde. Simples assim.

A principal diferença de competir fora não está só no nível técnico, mas no contexto. A quantidade de atletas fortes faz com que cada jogo precise ser tratado com o mesmo nível de atenção. Muitas vezes, vence quem quer mais naquele dia (não necessariamente quem tem a melhor técnica no papel).


O jogo começa antes do ponto

O maior aprendizado que tive foi a paciência. Lá fora, eu aprendi que não é preciso correr para tocar. Ela também erra. O jogo acontece antes do ponto. Antes, eu pensava em uma ação e ia executar. Hoje eu entendo que competir bem é conversar com o adversário, observar, escutar o jogo e entender qual é a real intenção do outro lado.

Executar sem leitura, sem ajuste e sem escuta custa caro nesse nível.


Energia mal gerida custa jogos

Outra coisa decisiva é a gestão de energia. Perder energia com fatores externos tira você do jogo. Reclamar, se incomodar ou se distrair pesa muito. Fora do Brasil, ninguém vai te esperar e ninguém vai te salvar. Se você sai do eixo, te engolem.

Por isso, postura em pista importa tanto. Não é só técnica. É presença, corpo e atitude.


Rotina não é detalhe

Competir fora também me ensinou a respeitar meu tempo. Ter uma rotina, entrar no meu ritmo e não copiar o do outro. Você vai perder mais do que ganhar, isso faz parte do processo. Mas, na hora em que mais precisar, toda a experiência acumulada, somada à vontade de ganhar e à vontade de não querer perder , pode te ajudar muito!


A competição é com você

Hoje, eu sofro menos com as derrotas. Não porque ficou fácil, mas porque ficou claro. Entendo melhor o processo e sei que a competição é muito mais com a gente mesmo do que contra quem está do outro lado da pista. Esse talvez seja o maior aprendizado que competir fora do Brasil me trouxe.

 

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BIA BULCÃO

Atleta Olímpica Rio 2016, foi a primeira brasileira a estar entre as 6 melhores do mundo no ranking mundial 2012/2013.

Destaque Juvenil, no Campeonato Sul-Americano no Rio de Janeiro em 2010, participou de quatro categorias e ganhou todas.

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Bia Bulcão

Atleta Olímpica no Rio 2016, primeira brasileira a estar entre as 6 melhores do ranking mundial. Medalhista Panamericana, Sul Americana e com mais de 14 títulos em Campeonatos Brasileiros

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