Se você me perguntar qual foi o campeonato que mais me ensinou, eu falo sem pensar: a Copa do Mundo do Cairo 2024.
Ainda valia pra classificação olímpica. Eu precisava de resultados que eu nunca tinha feito. Eu sabia disso. Sabia que a preparação tinha sido muito boa e que eu precisava dar o meu máximo.
Mas o maior aprendizado não foi técnico. Foi entender, pela primeira vez, o que é acreditar de verdade em mim.
Na pista, eu brigava comigo mesma o tempo todo pra fazer as coisas com coragem, pra fazer finta acreditando que ia funcionar, pra entrar nas ações com convicção , não no “vamos tentar”.
A pule foi muito melhor do que eu imaginava e por pouco eu não passei direto para o segundo dia. Ganhei uma eliminatória contra uma francesa forte. No dia seguinte, eu nem quis saber quem vinha pela frente.
No T64, foi uma batalha mental comigo mesma o tempo todo, porque a chance de vencer era grande. Consegui. No T32, joguei contra uma medalhista olímpica. Joguei muito bem, equilibrada, presente. Estive na frente boa parte do jogo.
Até um momento em que eu me desconectei do que eu tava fazendo. Olhei pra fora, escutei demais. E, nesse segundo, o jogo virou. Claro que fiquei chateada, porque aquela vitória mudava tudo na corrida olímpica. Mas foi ali que eu entendi o meu potencial. E o que é acreditar mesmo quando ninguém acredita, a única pessoa que precisa acreditar é você.
Tem campeonato que passa. E tem campeonato que te constrói. Esse me construiu.
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